Cura Gay

September 26, 2017

          De tempos em tempos um novo assunto, uma nova polêmica surge e nos absorve de tal maneira que é quase inevitável que não faça parte de nosso cotidiano, de nossas falas e de nosso viver.

          A polêmica da vez é a chamada cura GAY. Por si só o nome já é polêmico: “CURA”. Em um momento tão delicado da história, onde as comunicações estão, pode-se dizer, no seu “auge”, onde temos acesso a tudo e em tempo real, falar de cura em um mundo doente de respeito e de amor ao próximo soa como um milagre a ser buscado.

          Curar vem do ato ou efeito de se curar, sanar, recuperar a saúde, corrigir libertar-se e assim por diante. Quando colocamos a menção “Cura Gay”, pressupõe-se de um lado, o capacitado a oferecer saúde e de outro, o enfermo.

          Ao longo da construção da sociedade sempre se buscou a formação do que a maioria achava correto e pertinente para sua existência, o suposto “saber” fez e faz parte ainda desta sociedade; ditadores sempre se aproveitaram desta condição para oprimirem e perseguirem aos que acham inoportunos aos seus ideais de conquista. Talvez a expressão mais notória deste processo infame se mostre na figura de Adolf Hitler, na Alemanha do séc. XX, que perseguiu e tentou destruir todos os que ele achava não condizentes com a linhagem ariana, que ele acreditava ser a mais pura, forte, inteligente e superior  entre todas as linhagens humanas, o que serviu de base para sua politica de extermínio.

          Assim, acreditem, em pleno séc. XXI, ideais de construções ideológicas onde o desejo de rebatar os ditos transviados ainda existem. Assim, a “CURA GAY” ganha manchetes e notoriedade em uma sociedade incomodada, perversa e agressiva.

 

         Cuidado! Pois os doentes, quem sabe, sejamos NÓS...

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